Cuidados necessários com equinos

Cuidados necessários com equinos

Os equinos, embora aparentam ser animais fortes e imponentes, também estão sujeitos a sofrerem imprevistos que podem trazer riscos a vida e a integridade dos mesmos. Acidentes como quedas, fraturas, cortes, picadas de cobra, crises por conta de cólicas, ataques cardíacos, são apenas alguns exemplos de situações que podem ocorrer.

Diante disso, é muito importante que o proprietário ou o cuidador do animal saiba tomar algumas medidas imediatas, também chamadas de primeiros socorros, e que podem colaborar para que a situação não se agrave até a chegada do médico veterinário. Isso, obviamente, com algum conhecimento mínimo e jamais pelo improviso.

A prevenção, nestes casos, é a melhor maneira de evitar maiores problemas. Neste sentido existem muitas medidas podem fazer a diferença, sendo que a lista não se esgota neste artigo.

Vale ainda investir em manejo alimentar adequado, já que grande partes das crises de cólica ocorrem por conta deste quesito, muitas vezes negligenciado. É necessário ainda verificar sempre a qualidade da água.

A ferragem inadequada é um dos fatores causadores do mau desempenho, dores no sistema locomotor e até mesmo claudicação nos animais, e que podem resultar em sérias lesões. Necessário ainda efetuar o controle parasitário, vacinação em dia, avaliações esporádicas com médicos veterinários (check-up), além das condições das instalações em que o animal passa boa parte do tempo.

O comportamento das éguas durante a fase reprodutiva

O comportamento das éguas durante a fase reprodutiva

O comportamento das éguas durante a fase reprodutiva é uma das questões pouco abordadas pela literatura médica veterinária, que vem ao longo dos anos priorizando questões relacionadas aos aspectos meramente biológicos. No entanto, há alguns raros estudos que demonstram as peculiaridades destes animais durante essa fase.

A égua mais velha tem certo domínio nos espaços com outros animais, de acordo com análises realizadas, gerando assim uma espécie de “hierarquia” dentro das criações. Desta maneira, estes animais podem inclusive impedir a cobertura de éguas mais novas, o que pode também estar atrelado a baixa cobertura das mesmas.

Estas observações apontam ainda que as éguas mais velhas tem maior capacidade de “conquistar” o macho ao demonstrar a sua capacidade reprodutiva (cio) ao levantar sua cauda com frequência e fazer as necessidades fisiológicas.

Todos estes sinais são dinâmicos, mudando de intensidade de acordo com cada fase do estro, sendo que o momento exato da monta, ao contrário do que muitos imaginam, quem determina é a égua, ao permitir o momento exato.

Estes são apenas alguns exemplos do comportamento destes animais durante este período que é determinante para o sucesso na reprodução.

Saiba o que pode deteriorar os cascos dos equinos

Saiba o que pode deteriorar os cascos dos equinos

Os cascos dos equinos são partes de extrema importância no corpo do animal, por ser diretamente responsável pelo sustento do peso, amortecimento de impactos e equilíbrio. Por isso, os cuidados devem estar sempre na lista de principais itens rotineiros.

Um dos fatores mais nocivos para a saúde dos cascos é, sem dúvida, a umidade. Em excesso, isso pode comprometer as estruturas internas e externas, causando claudicação e inviabilizando o animal principalmente para atividades atléticas e o comércio.

Em termos percentuais, o casco sadio ideal deve conter, em sua parte externa, cerca de 15% a 20% de umidade.  Na parte interna, este percentual aumenta para cerca de 45%. Caso estes níveis sejam ultrapassados, o risco de rompimento das estruturas aumenta consideravelmente. Isso, sem contar as doenças bacterianas, que podem também ocorrer.

Por isso é sempre importante evitar que o animal fique o dia todo em regiões alagadas, e o que é pior: em meio a fezes e urina, que podem ainda trazer outros problemas de saúde.

É muito importante que, além da manutenção diária, com lavagem e secagem dos dígitos, além do casqueamento, os animais criados em estábulos na maior parte do dia, se encontrem em ambientes higienizados periodicamente, de modo a evitar estes problemas.  Sendo que algumas técnicas bem aplicadas podem evitar determinadas enfermidades no sistema locomotor equino.

Fonte: Escola do Cavalo

Entenda a doença do coração em equinos

Entenda a doença do coração em equinos

As doenças do coração são bastante comuns em equinos, sobretudo nos  mais idosos. Por isso é muito importante que o animal seja submetido a exames periódicos, já que a maioria destas enfermidades são silenciosas e descobertas quase sempre tardiamente, resultando muitas vezes em óbito.

Uma delas é a Tromboflebite Jugular Equina, responsável por afetar o sistema cardiovascular através da formação de um trombo, que significa a formação de um coágulo, que pode variar quanto ao tamanho, forma e localização.

Esta enfermidade provoca alterações do fluxo de sangue e composição do mesmo, sendo que sua origem pode estar relacionada a diferentes fatores, dentre eles o uso prolongado de determinados tipos de medicamentos perniciosos para o animal. Isso, atrelado aos fatores como pré-disposição e hereditariedade.

Os sinais clínicos mais comuns apresentados pelos animais portadores desta enfermidade são: cansaço, apatia, aumento dos tecidos próximos a região com trombose, falta de ar, alteração no ritmo dos batimentos dentre outros.

O diagnóstico é realizado através de exames como a palpação, de modo a verificar o ritmo dos batimentos cardíacos, ou mesmo os exames mais sofisticados, como o eletrocardiograma e ultrassonografia.

Já o tratamento passa pelo uso de medicamentos específicos que tem surtido efeito na maioria dos casos. Entretanto, é também recomendado, em muitos casos, a intervenção cirúrgica.

A importância do perfil comportamental na equitação

A importância do perfil comportamental na equitação

No contexto atual de equitação, procura-se um cavalo que se prenda a uma situação ideal para o desporto. É necessário que o animal apresente reações controladas, como a capacidade de suportar exigências de manejo, ou seja, observa-se um animal que aprenda rapidamente e que obedeça aos comandos.

Um cavalo com reações agressivas ou inadequadas colocaria em risco a vida daquele que fosse utilizá-lo como instrumento de treinamento para equitação.

Esse tipo de animal sente o ambiente da mesma forma que nós humanos. Por ser mais observador, parece assustar-se facilmente, sem motivos; tudo pode amedrontá-lo, até mesmo uma folha de papel ao vento. Possui os sentidos mais apurados do que os nossos. Isso pode torna-lo mais difícil de ser domado.

A  espécie dos equinos vive uma situação de “presas” há milhares de anos. Para a prática da equitação, é necessário que o animal esteja inserido num contexto de relação social com o homem. Procura-se uma identificação para que se faça a montaria e o treinamento de forma harmoniosa.

Há aspectos importantes a serem considerados no perfil do comportamento do cavalo. Tem que ser calmo, bastante observador, de fácil aproximação e colaborador.